segunda-feira, 30 de junho de 2008

Lições

Hoje terminamos um ciclo no curso de teo-psicologia. Eu, que do alto da minha arrogância, achava que ia acabar o bimestre sem ter aprendido nada, tive uma grande lição em apenas uma noite. No jeito simples de cada pessoa da sala contar a sua história, pude descobrir que cada vida, com seus problemas e dificuldades, além de ser importante pra Deus, ELE ainda usa pra ajudar outras pessoas, em outros problemas e dificuldades.

Apesar de eu estar num curso cujo objetivo é formar conselheiros espirituais, e cuja grande vocação consiste em saber ouvir as pessoas, eu sempre achava que as pessoas não deviam usar a aula pra ganhar "consultas grátis". Eu achava um absurdo que em cada aula sempre tivesse alguém que se enquadrava no caso em que a professora estava abordando. Eu achava o fim da picada perder um tempo precioso da aula ouvindo as pessoas ficarem falando dos seus problemas. Puxa vida, que falta de desconfiomêtro, eu pensava. Mas,era inevitável. Toda aula tinha alguém que precisava desabafar.

Hoje, durante o encerramento, em meio a muitas lágrimas, pude ouvir testemunhos inacreditáveis de pessoas que começaram a ver uma luz no fim de seus túneis pessoais, só de ver a pessoa ao lado se abrindo pra ser ajudada e ser tratada por Deus. Pude ver a importância de uma simples palavra de afirmação para pessoas tão machucadas pela vida dura que tiveram, pela falta de amor da família e das inúmeras decepções que já sofreu. Ás vezes, não era nada demais, mas uma simples pergunta de "como você está hoje?" já acalentou o coração de muita gente lá dentro.

Todo mundo estava lá sim, pra falar de seus problemas. Mas não como quem só enxerga seu umbigo, mas como pessoas buscando ajuda, desesperadamente, como se aqueles momentos em grupo fosse a sua tábua de salvação. E eu, que achava que não tinha o direito de tomar o tempo de ninguém com meus problemas, lamentei por não investido tempo criando laços com aquelas pessoas, sendo tão alheia e distante durante as aulas, e principalmente, por não abrir a minha própria vida para o que quer que Deus pretendesse comigo ali naquela turma.

"E quando estiveres próximo
Tomarei teus olhos e os colocarei
No lugar dos meus;
E tú tomarás meus olhos e colocarás
No lugar dos teus,
Então, te olharei com teus olhos
E tú me olharás como os meus."
( J.L. Moreno )

quinta-feira, 26 de junho de 2008

Se eu pudesse...



Se eu pudesse, casaria de novo.

Digo, por causa da cerimônia. É tão bonita. Tenho saudades do meu vestido branco, cheio de gotinhas prateadas na cauda que eu nem curti direito. Passou tão rápido. Agora, já se vão quase seis anos. Meu buquê de rosas cor laranja, tão lindo...A música que tocou na minha entrada, maravilhosa...

Como dizem, a melhor parte do casamento é a cerimônia, e lógico, a lua-de-mel. Depois, só pela graça de Deus é que a gente vive.

No primeiro mês eu quis voltar pra casa da minha mãe. Tive vontade de dar vassouradas no marido que não queria me ajudar em casa, mesmo nós dois trabalhando fora. Quando as finanças apertavam, queria esganá-lo. E quando nos aventuramos numa viagem maluca pro exterior, lá sim, eu quase pirei. Queria vir embora e largá-lo lá, ou então, mandá-lo de volta e ficar por lá.

Quando engravidei, tive crises de choro e ciúmes, e pra piorar, ele arrumou um emprego que o fazia viajar a cada final de semana. E eu sozinha, barriguda, com mil coisas na cabeça, tinha medo de meu filho nascer sem o pai por perto.

Ainda hoje, as palavras e juras da cerimônia ecoam no meu subconsciente: ...na alegria, na tristeza, na riqueza e na pobreza...

Bom...não posso dizer que já abandonamos o barco. Pelo contrário. Ao menos, restam as convicções. Estou aprendendo a pedir perdão, a pensar mais vezes antes de falar, e sobretudo, e inescapavelmente, a tolerar. Acho que é o grande segredo, a jogada de mestre. Tolerância é a palavra-chave. Aprendemos a pesar as pequenas e as grandes coisas em jogo, e a decidir pelo que estamos lutando. E nós dois, que viemos de familias disfuncionais, sabemos bem a a falta ou excessos de pai e mãe em nossas vidas. Consequentemente, sei o que não quero pra meu filho.

E quanto á nós, o casal, de uma coisa ainda temos certeza. Existe amor suficiente pra recomeçar sempre. Por isso, se eu pudesse, casaria de novo.

Com ele mesmo.

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Coisa chata...

Estava olhando por ai uns blogs legais e seus comments...um horror esse negócio de:" oi...adorei seu blog...dá uma passadinha no meu e comenta, tá...".
Que cara de pau! no meu tempo, não era assim. A gente pelo menos se dava ao trabalho de tecer comentários realmente pertinentes ao texto que a pessoa havia escrito. E sem essa de pedir visita de volta, né...
PelamordeDeus, nem venham fazer isso aqui. Não digo agora, que meu espaço tá novinho e sem nada pra ler, mas quando ele virar uma cozinha cheia de gente jogando sal e pimenta a gosto, nem adianta fazer visitinha de médico. Gente com conteúdo não é opção, é imprescindível aqui nesse lugar!

Pra começar

" Não compenses na ira o que lhe falta na razão"