sexta-feira, 11 de julho de 2008

Oh, vida, oh, céus, oh carreira...



Ás vezes, eu odeio o orkut. Odeio ver perfis dos "colegas" de faculdade, com suas profissões bem-sucedidas, seus taillerzinhos básicos e suas pastinhas de processo. Que saco.

Quem mandou eu escolher a faculdade errada, quem mandou eu não largar quando estava afim. Mas, não, queria provar sei lá o que pra Deus sabe quem. E formei. E usei beca, anel de formatura, fiz juramento. Saco, mil vezes saco. Odeio esse curso, odeio não ter feito nada com meu diploma, odeio ter que fazer exame da ordem, odeio ter que estudar pra concurso.
Odeio muito tudo isso.

quinta-feira, 10 de julho de 2008







Inveja.


Você faz parte do tipo psicológico 4. Trágico, romântico e imaginativo, tende a uma saudade inexplicável do passado, a acreditar apenas em amores platônicos e a sentir-se frustrado quando as realizações estão a seu alcance. Evita o comum e acredita que o ideal nunca é o aqui e o agora. Tamanha sensibilidade pode ser aproveitada para ajudar os outros e também com fins artísticos. Comece a trabalhar a satisfação dando mais atenção às pequenas alegrias da vida.
...pior que é verdade.

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Afinidade.



A afinidade não é o mais brilhante, mas o mais sutil,delicado e penetrante dos sentimentos.
O mais independente.


Não importa o tempo, a ausência, os adiamentos,as distâncias, as impossibilidades.


Quando há afinidade, qualquer reencontro retoma a relação,o diálogo, a conversa, o afeto, no exato ponto em que foi interrompido.


Afinidade é não haver tempo mediando a vida.
É uma vitória do adivinhado sobre o real.


Do subjetivo sobre o objetivo.


Do permanente sobre o passageiro.


Do básico sobre o superficial.


Ter afinidade é muito raro.
Mas quando existe não precisa de códigos verbais para se manifestar.


Existia antes do conhecimento, irradia durante e permanece depoisnque as pessoas deixaram de estar juntas.


O que você tem dificuldade de expressar a um não afim, sai simples e claro diante de alguém com quem você tem afinidade.
Afinidade é ficar longe pensando parecido a respeito dos mesmos fatos que impressionam, comovem ou mobilizam.


É ficar conversando sem trocar palavra.É receber o que vem do outro com aceitação anterior ao entendimento.
Afinidade é sentir com.


Nem sentir contra, nem sentir para, nem sentir por, nem sentir pelo.


Quanta gente ama loucamente, mas sente contra o ser amado.


Quantos amam e sentem para o ser amado, não para eles próprios.
Sentir com é não ter necessidade de explicar o que está sentindo.É olhar e perceber.É mais calar do que falar.Ou quando é falar, jamais explicar, apenas afirmar.
Afinidade é jamais sentir por.Quem sente por, confunde afinidade com masoquismo.Mas quem sente com, avalia sem se contaminar.


Compreende sem ocupar o lugar do outro.Aceita para poder questionar.


Quem não tem afinidade, questiona por não aceitar.
Só entra em relação rica e saudável com o outro,quem aceita para poder questionar.Não sei se sou claro: quem aceita para poder questionar,não nega ao outro a possibilidade de ser o que é, como é, da maneira que é.


E, aceitando-o, aí sim, pode questionar, até duramente, se for o caso.


Isso é afinidade.Mas o habitual é vermos alguém questionar porque não aceitao outro como ele é. Por isso, aliás, questiona.Questionamento de afins, eis a (in)fluência.


Questionamento de não afins, eis a guerra.
A afinidade não precisa do amor. Pode existir com ou sem ele.Independente dele.


A quilômetros de distância.Na maneira de falar, de escrever, de andar, de respirar.


Há afinidade por pessoas a quem apenas vemos passar,por vizinhos com quem nunca falamos e de quem nada sabemos.Há afinidade com pessoas de outros continentes a quem nunca vemos,veremos ou falaremos.
Quem pode afirmar que, durante o sono, fluidos nossos não saempara buscar sintomas com pessoas distantes,com amigos a quem não vemos, com amores latentes,com irmãos do não vivido?
A afinidade é singular, discreta e independente,porque não precisa do tempo para existir.


Vinte anos sem ver aquela pessoa com quem se estabeleceu o vínculo da afinidade!


No dia em que a vir de novo, você vai prosseguir a relaçãoexatamente do ponto em que parou.Afinidade é a adivinhação de essências não conhecidasnem pelas pessoas que as tem.
Por prescindir do tempo e ser a ele superior,a afinidade vence a morte, porque cada um de nós traz afinidadesancestrais com a experiência da espécie no inconsciente.


Ela se prolonga nas células dos que nascem de nós,para encontrar sintonias futuras nas quais estaremos presentes.
Sensível é a afinidade.É exigente, apenas de que as pessoas evoluam parecido.Que a erosão, amadurecimento ou aperfeiçoamento sejam do mesmo grau,porque o que define a afinidade é a sua existência também depois.
Aquele ou aquela de quem você foi tão amigo ou amado, e anos depois encontra com saudade ou alegria, mas percebe que não vai conseguir restituir o clima afetivo de antes, é alguém com quem a afinidade foi temporária.


E afinidade real não é temporária. É supratemporal.Nada mais doloroso que contemplar afinidade morta,ou a ilusão de que as vivências daquela época eram afinidade.A pessoa mudou, transformou-se por outros meios.A vida passou por ela e fez tempestades, chuvas,plantios de resultado diverso.
Afinidade é ter perdas semelhantes e iguais esperanças,é conversar no silêncio, tanto das possibilidades exercidas,quantos das impossibilidades vividas.
Afinidade é retomar a relação do ponto em que parou,sem lamentar o tempo da separação.Porque tempo e separação nunca existiram.Foram apenas a oportunidade dada (tirada) pela vida,para que a maturação comum pudesse se dar.E para que cada pessoa pudesse e possa ser, cada vez mais,a expressão do outro sob a forma ampliada erefletida do eu individual aprimorado.


(Arthur da Távola)


quinta-feira, 3 de julho de 2008

cansada, e de mau-humor...

segunda-feira, 30 de junho de 2008

Lições

Hoje terminamos um ciclo no curso de teo-psicologia. Eu, que do alto da minha arrogância, achava que ia acabar o bimestre sem ter aprendido nada, tive uma grande lição em apenas uma noite. No jeito simples de cada pessoa da sala contar a sua história, pude descobrir que cada vida, com seus problemas e dificuldades, além de ser importante pra Deus, ELE ainda usa pra ajudar outras pessoas, em outros problemas e dificuldades.

Apesar de eu estar num curso cujo objetivo é formar conselheiros espirituais, e cuja grande vocação consiste em saber ouvir as pessoas, eu sempre achava que as pessoas não deviam usar a aula pra ganhar "consultas grátis". Eu achava um absurdo que em cada aula sempre tivesse alguém que se enquadrava no caso em que a professora estava abordando. Eu achava o fim da picada perder um tempo precioso da aula ouvindo as pessoas ficarem falando dos seus problemas. Puxa vida, que falta de desconfiomêtro, eu pensava. Mas,era inevitável. Toda aula tinha alguém que precisava desabafar.

Hoje, durante o encerramento, em meio a muitas lágrimas, pude ouvir testemunhos inacreditáveis de pessoas que começaram a ver uma luz no fim de seus túneis pessoais, só de ver a pessoa ao lado se abrindo pra ser ajudada e ser tratada por Deus. Pude ver a importância de uma simples palavra de afirmação para pessoas tão machucadas pela vida dura que tiveram, pela falta de amor da família e das inúmeras decepções que já sofreu. Ás vezes, não era nada demais, mas uma simples pergunta de "como você está hoje?" já acalentou o coração de muita gente lá dentro.

Todo mundo estava lá sim, pra falar de seus problemas. Mas não como quem só enxerga seu umbigo, mas como pessoas buscando ajuda, desesperadamente, como se aqueles momentos em grupo fosse a sua tábua de salvação. E eu, que achava que não tinha o direito de tomar o tempo de ninguém com meus problemas, lamentei por não investido tempo criando laços com aquelas pessoas, sendo tão alheia e distante durante as aulas, e principalmente, por não abrir a minha própria vida para o que quer que Deus pretendesse comigo ali naquela turma.

"E quando estiveres próximo
Tomarei teus olhos e os colocarei
No lugar dos meus;
E tú tomarás meus olhos e colocarás
No lugar dos teus,
Então, te olharei com teus olhos
E tú me olharás como os meus."
( J.L. Moreno )

quinta-feira, 26 de junho de 2008

Se eu pudesse...



Se eu pudesse, casaria de novo.

Digo, por causa da cerimônia. É tão bonita. Tenho saudades do meu vestido branco, cheio de gotinhas prateadas na cauda que eu nem curti direito. Passou tão rápido. Agora, já se vão quase seis anos. Meu buquê de rosas cor laranja, tão lindo...A música que tocou na minha entrada, maravilhosa...

Como dizem, a melhor parte do casamento é a cerimônia, e lógico, a lua-de-mel. Depois, só pela graça de Deus é que a gente vive.

No primeiro mês eu quis voltar pra casa da minha mãe. Tive vontade de dar vassouradas no marido que não queria me ajudar em casa, mesmo nós dois trabalhando fora. Quando as finanças apertavam, queria esganá-lo. E quando nos aventuramos numa viagem maluca pro exterior, lá sim, eu quase pirei. Queria vir embora e largá-lo lá, ou então, mandá-lo de volta e ficar por lá.

Quando engravidei, tive crises de choro e ciúmes, e pra piorar, ele arrumou um emprego que o fazia viajar a cada final de semana. E eu sozinha, barriguda, com mil coisas na cabeça, tinha medo de meu filho nascer sem o pai por perto.

Ainda hoje, as palavras e juras da cerimônia ecoam no meu subconsciente: ...na alegria, na tristeza, na riqueza e na pobreza...

Bom...não posso dizer que já abandonamos o barco. Pelo contrário. Ao menos, restam as convicções. Estou aprendendo a pedir perdão, a pensar mais vezes antes de falar, e sobretudo, e inescapavelmente, a tolerar. Acho que é o grande segredo, a jogada de mestre. Tolerância é a palavra-chave. Aprendemos a pesar as pequenas e as grandes coisas em jogo, e a decidir pelo que estamos lutando. E nós dois, que viemos de familias disfuncionais, sabemos bem a a falta ou excessos de pai e mãe em nossas vidas. Consequentemente, sei o que não quero pra meu filho.

E quanto á nós, o casal, de uma coisa ainda temos certeza. Existe amor suficiente pra recomeçar sempre. Por isso, se eu pudesse, casaria de novo.

Com ele mesmo.

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Coisa chata...

Estava olhando por ai uns blogs legais e seus comments...um horror esse negócio de:" oi...adorei seu blog...dá uma passadinha no meu e comenta, tá...".
Que cara de pau! no meu tempo, não era assim. A gente pelo menos se dava ao trabalho de tecer comentários realmente pertinentes ao texto que a pessoa havia escrito. E sem essa de pedir visita de volta, né...
PelamordeDeus, nem venham fazer isso aqui. Não digo agora, que meu espaço tá novinho e sem nada pra ler, mas quando ele virar uma cozinha cheia de gente jogando sal e pimenta a gosto, nem adianta fazer visitinha de médico. Gente com conteúdo não é opção, é imprescindível aqui nesse lugar!